Mas a evolução dos fornos de alvenaria tem um limite, demarcado pelas características intrínsecas ao processo,
(( ) Carbonização Convencional) que não permite melhor desempenho.
Três fases distintas ocorrem durante a carbonização da madeira: secagem, pirólise e resfriamento. A secagem, endotérmica, exige energia para a vaporização da água. As reações de pirólise são inicialmente endotérmicas, passando a exotérmicas. E o resfriamento, exotérmico.
O saldo energético é positivo mas, no início, a carbonização demanda energia, para só ao final liberar.
Em pleno século XXI, ainda se utiliza os fornos de alvenaria, tecnologia que não considera a utilização, no próprio processo, daquela energia liberada, localizada em três pontos principais:
- Nas reações exotérmicas da fase final da pirólise;
- Nos gases combustíveis gerados na pirólise;
- No calor contido no carvão e no reator onde ele está colocado, ao final da carbonização.
Nos fornos de alvenaria, acontece a superposição das fases de carbonização, que ocorrem simultaneamente em pontos diferentes do mesmo vaso.
O vapor d'água proveniente da secagem se mistura com os vapores dos gases condensáveis e não condensáveis, gerados na pirólise, impossibilitando o aproveitamento destes como fonte de energia para o processo de carbonização.
Desta maneira, os fornos de alvenaria só lançam mão de parte da energia fornecida pelo processo, a da fase final da pirólise, que representa aproximadamente 24% do total gerado. Os gases combustíveis são atirados na atmosfera e o calor contido na carga é perdido.
Vamos admitir que a pirólise é auto-sustentável energeticamente, ou seja, que ela comece em um ponto a partir do qual as reações exotérmicas forneçam energia para toda sua demanda. Essa demanda energética representa aproximadamente 33 % da demanda total. A demanda restante é toda na fase de secagem, anterior à pirólise, e é atendida, na carbonização convencional, com a queima da lenha enfornada, resultando em menor rendimento gravimétrico (massa final / massa inicial).
A tecnologia DPC separa as atmosferas das três fases. Assim, não queima parte da madeira enfornada, mas utiliza os gases de pirólise como combustível para fornecer a energia das etapas endotérmicas da carbonização.
O DPC utiliza também os gases emitidos pela madeira em carbonização como fluido térmico para transferência de calor, durante a fase endotérmica da pirólise, o que aumenta ainda mais a eficiência do processo.
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