A tecnologia de utilização de combustível sólido micro-pulverizado é bem conhecida. Ela foi desenvolvida inicialmente nos Estados Unidos e na Europa, visando a utilização de carvão mineral em fornos industriais e em caldeiras.
O carvão mineral micro-pulverizado foi utilizado em larga escala, porém, devido à poluição atmosférica causada pela emissão de enxofre (chuvas ácidas), perdeu terreno para derivados de petróleo, menos poluentes. Mas a tecnologia consolidou-se.
No Brasil, devido a oferta de finos de carvão vegetal, rejeito principalmente da indústria de gusa em Minas Gerais, as indústrias de cimento e cal desenvolveram tecnologia de moagem desse rejeito e utilizam-no micro-pulverizado como combustível em seus fornos, em alguns caso substituindo até 100 % do óleo combustível utilizado.
Nesse mesmo período, a tecnologia de armazenagem, transporte e injeção de finos de carvão vegetal foi desenvolvida nas grandes aciarias, na injeção em altos fornos e na dessulfuração do aço.
Nas caldeiras, esse rejeito não pode ser utilizado devido ao seu alto teor de sílica, que provocaria colagens nos trocadores de calor. A utilização de carvão vegetal, não do rejeito, também apresentava problemas, pois a maneira rudimentar como esse produto é obtido não permite sua homogeneidade, é altamente poluente e tem baixo rendimento além de outros problemas conhecidos.
O processo DPC para tratamento de biomassa resolve todos estes problemas, e lança o carvão energético (CAV).