| |
Os cenários, apresentados pelas figuras, cobrem uma ampla faixa de possibilidades para a redução na emissão de CO2 nas usinas siderúrgicas integradas a coque. Além disso, os seguintes benefícios podem ser mencionados com a injeção de finos de carvão vegetal nas ventaneiras dos altos fornos a coque:
1 - Sendo o carvão vegetal isento de enxofre, diminui-se o teor de enxofre no gusa líquido.
2 - Menor teor de enxofre acarreta uma redução no custo da dessulfuração na panela e no custo final do aço produzido pelas grandes usinas siderúrgicas integradas a coque.
3 - O teor de cinzas do carvão vegetal, inferior ao do coque, resulta menor volume de escória no alto forno, o que por sua vez permite maior carga metálica e aumenta a produtividade do alto forno.
4 - Não havendo dessulfuração na panela, não há queda de temperatura do gusa líquido, o que permite aumentar a adição de sucata no reator a oxigênio. (LD).
5 - Não havendo dessulfuração na panela, não há perda de gusa líquido, em média de 0.5%.
6 - Qualquer tipo de biomassa pode ser carbonizada pelo processo DPC.
7 - Não somente carvão vegetal, mas diversos produtos energéticos derivados da biomassa podem ser obtidos pelo processo DPC.
8 - O custo da energia da biomassa cultivada é muito inferior ao custo da energia dos combustíveis fósseis, que não são inesgotáveis.
9- A injeção de finos de carvão vegetal, proveniente da biomassa cultivada, nas ventaneiras dos altos fornos a coque, reduz a dependência da importação de carvão mineral coqueificável e diminui as emissões de CO2 e de SO2.
10 - A biomassa é a fonte renovável de energia capaz de reduzir as emissões de CO2 e evitar a drenagem de oxigênio da atmosfera, contribuindo assim para a recuperação da camada de ozônio e reversão do efeito estufa.
A biomassa plantada é uma fonte de emissão nula de CO2. Com a injeção de carvão de aproximadamente 210 kg/(t GL) em um alto forno a coque de uma usina siderúrgica integrada, é possível uma redução na emissão de CO2 da ordem de 40%.
Note-se que uma redução de 30% na emissão de CO2 já atende um dos objetivos do protocolo de Kyoto.
É importante mencionar que o mercado de carbono representa a possibilidade de financiamento dos investimentos para países em desenvolvimento, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), um dos recursos previstos no Protocolo de Kioto. Pelo MDL, os países desenvolvidos, com metas de redução de emissão de gases do efeito estufa, podem investir em projetos que estejam sendo desenvolvidos em países em desenvolvimento, que não emitam ou que seqüestrem gases que causam o efeito estufa.
Ao se queimar um combustível fóssil, gás carbônico é lançado para a atmosfera. O aumento da concentração desse gás na atmosfera do planeta acarreta uma elevação gradual da temperatura, o assim denominado "efeito estufa".

O efeito estufa é causado pelo bloqueio que o gás carbônico provoca à irradiação solar refletida pela terra.
Ao se queimar biomassa, gás carbônico é lançado para a atmosfera, tal como no caso do combustível fóssil. Mas, a diferença é que durante a fase de crescimento da floresta cultivada, gás carbônico é absorvido da atmosfera e oxigênio é liberado para a mesma. O balanço final é favorável ao meio ambiente, pois a quantidade de gás carbônico absorvido da atmosfera é superior à quantidade desprendida durante a combustão, e a quantidade de oxigênio lançada pela biomassa em crescimento, é superior ao consumido no processo de combustão. Este oxigênio contribui para a recuperação do ozônio através do equilíbrio termodinâmico oxigênio - ozônio.
A energia de biomassa pode acompanhar a humanidade através dos tempos, numa parceria que só apresenta vantagens. |
|